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PADRE JOÃO PAULO DESTACA FÉ E TRADIÇÃO NO FESTEJO DE SÃO FRANCISCO EM SÃO JOÃO DOS PATOS
Por Henrique Sampaio
Publicado em 27/09/2026 22:04 • Atualizado 27/09/2026 22:24
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SÃO JOÃO DOS PATOS (MA) – O Festejo de São Francisco de Assis, co-padroeiro de São João dos Patos, viveu neste domingo (27) um dos momentos de maior destaque da programação até o momento. O dia foi marcado pela tradicional Missa do Vaqueiro, pelo leilão do “Bicho Vivo” e pela participação de comunidades rurais, vaqueiros, produtores, criadores e fiéis de diversas localidades.

Em entrevista, o pároco de São João dos Patos, Padre João Paulo, fez uma avaliação positiva do andamento do festejo e ressaltou a importância da celebração para a comunidade católica do município.

“O festejo de São Francisco é uma grande graça para a cidade de São João dos Patos. São Francisco já é uma referência na vida do nosso povo”, destacou o sacerdote.

Segundo Padre João Paulo, a edição deste ano possui um significado ainda mais especial por integrar as celebrações dos 800 anos da presença de São Francisco, além da realização da primeira cavalgada em homenagem ao santo, aproximando a tradição sertaneja da programação religiosa.

Missa do Vaqueiro reúne tradição e devoção

A programação deste domingo foi dedicada especialmente aos vaqueiros, produtores e criadores, em uma homenagem que reforça a ligação de São Francisco com os animais, a natureza e a preservação da criação.

O padre deixou uma mensagem especial para todos aqueles que participaram das atividades.

“Nossa mensagem vai para todos os vaqueiros, produtores e criadores. São Francisco, patrono dos animais, da ecologia e da natureza, continue intercedendo por nós neste tempo de muita graça e muita luz que estamos vivendo”, afirmou.

Outro momento tradicional foi o leilão do “Bicho Vivo”, que passou a integrar a programação do Festejo de São Francisco. De acordo com Padre João Paulo, a mudança está relacionada à programação dos festejos de São João Batista, permitindo que a iniciativa fosse realizada dentro da programação franciscana.

O sacerdote explicou que esta foi a primeira edição nesse novo formato e adiantou que a proposta deverá ganhar uma estrutura ainda maior nos próximos anos.

Comunidades e caravanas participam

O festejo também contou com a presença de diversas comunidades rurais e de fiéis vindos de outros municípios.

Entre os participantes esteve uma caravana da Paróquia de São Sebastião e de Passagem Franca, que participou da programação deste domingo, fortalecendo a integração regional em torno da devoção a São Francisco.

Para Padre João Paulo, a participação das comunidades demonstra a força da celebração e a importância de manter viva a mensagem de fé, fraternidade e cuidado com a criação deixada por São Francisco de Assis.

Praça lotada encerra programação deste domingo

O domingo de programação foi encerrado com a Santa Missa Campal, realizada na praça em frente à Igreja de São Francisco.

O espaço ficou completamente lotado de fiéis, que participaram da celebração em um momento marcado pela fé, devoção e emoção.

A celebração ao ar livre reuniu moradores, visitantes e integrantes das comunidades que participaram das atividades ao longo do dia, encerrando uma programação que uniu a tradição dos vaqueiros à espiritualidade do festejo.

Procissão será no dia 3 de outubro

A programação do festejo continua e terá como um dos principais momentos a procissão de São Francisco, marcada para o dia 3 de outubro, a partir das 16h.

A concentração será na Praça São Sebastião, de onde os fiéis sairão pelas ruas da cidade acompanhando a imagem do santo.

“Queremos nos concentrar para cortar a cidade, trazendo a imagem, a figura, o sonho ideal de Francisco de Assis pelas ruas de nossa cidade”, explicou Padre João Paulo.

A procissão será um dos momentos centrais da programação religiosa, reunindo a comunidade em uma grande demonstração de fé e devoção ao co-padroeiro de São João dos Patos.

O Festejo de São Francisco segue fortalecendo uma tradição religiosa que une fé, cultura sertaneja, devoção aos animais, cuidado com a natureza e participação comunitária, mantendo viva a presença do santo na história e na vida do povo patoense.

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