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Avó relata angústia após menino ser encontrado e mantém esperança de localizar as outras duas crianças em Bacabal
Por Henrique Sampaio
Publicado em 08/01/2026 08:57 • Atualizado 08/01/2026 09:27
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O reencontro com Anderson Kauã, encontrado abandonado em uma estrada de chão batido, trouxe alívio parcial, mas também renovou a angústia da família. Dona Francisca, avó do menino, falou sobre o momento de dor vivido desde o desaparecimento das três crianças e afirmou que a alegria ainda não é completa, já que Isabel e Michael, os dois menores, continuam desaparecidos.

Segundo Dona Francisca, Anderson foi localizado sozinho e completamente nu, em circunstâncias que ainda estão sendo apuradas pelas autoridades. Mesmo com a notícia de que um dos netos foi encontrado com vida, a avó disse que o coração segue apertado. “Uma parte foi boa, porque já foi encontrado, mas eu queria mesmo que fossem os três. Sumiram os três juntos e só encontraram o Cauã”, desabafou.

Emocionada, ela relatou que ainda não conseguiu ver o neto resgatado, por estar muito debilitada fisicamente e emocionalmente. “Eu não tive forças para chegar até o Cauã. Estou muito fraca”, contou. Dona Francisca também descreveu o momento em que recebeu a notícia, dizendo que estava em casa, chorando, e pedindo a Deus que iluminasse alguém para encontrar seus netos.

A avó acredita que as crianças tenham sido levadas por alguém e não descarta a possibilidade de sequestro. Para ela, o fato de Anderson ter sido encontrado em uma área isolada reforça essa suspeita. “Com certeza alguém pegou essas crianças. Não sei quem, mas a polícia está investigando, e eu creio que vai chegar lá”, afirmou.

Sobre os dois menores, Dona Francisca demonstrou grande preocupação, principalmente por conta da pouca idade. “O Michael só tem quatro anos, não sei como ele está. A Isabel também é muito pequenininha”, disse, reforçando a fé de que eles serão encontrados com vida. “Eu não digo que eu vou achar meus netos, mas alguém vai achar”, completou.

Abalada pela angústia, Dona Francisca revelou que tem dificuldades até para se alimentar. “Eu não consigo comer direito, não tenho vontade. Só comi um pouquinho de sopa. É muita angústia”, relatou. 

Apesar do sofrimento, ela mantém a esperança e agradeceu o apoio recebido da comunidade, das autoridades e do poder público local. “A esperança nunca acabou. Com fé em Deus, Ele vai me dar força para vencer essa batalha e trazer meus netos de volta”, concluiu.

Assista a entrevista:

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