Uma grande operação integrada das Polícias Civis do Piauí, Maranhão e Pernambuco resultou na erradicação de uma extensa plantação de maconha localizada na zona rural entre os municípios de Barão de Grajaú e São João dos Patos, no Maranhão. Apesar do impacto da ação, nenhuma pessoa foi presa durante a operação. A ofensiva policial foi acompanhada com exclusividade por equipe de reportagem no local e é considerada uma das maiores já realizadas na região.
A ação foi coordenada pelo DRACO e contou com a participação dos delegados Charles Pessoa, Firmino, Taveira, Cláudio e Wanderlan, além de equipes de investigadores das delegacias de Floriano (PI), São João dos Patos (MA) e do Estado de Pernambuco. O objetivo foi desarticular uma estrutura criminosa voltada ao cultivo e à distribuição interestadual de entorpecentes.
Durante a operação, os policiais localizaram duas grandes roças de maconha, com cerca de 50 mil pés da droga prontos para a colheita, além de aproximadamente uma tonelada já armazenada e embalada para comercialização. Todo o material foi erradicado e incinerado no próprio local, conforme determina a legislação brasileira.
Segundo o delegado Cláudio, as investigações tiveram início a partir de informações repassadas pela Polícia Civil de Pernambuco, indicando que dois foragidos investigados por homicídio estariam escondidos na região e diretamente ligados ao plantio da droga. Com o avanço das apurações, a plantação foi localizada em território maranhense.
O delegado Charles Pessoa ressaltou a importância da integração entre os estados e do trabalho de inteligência. De acordo com ele, pelo menos quatro pessoas foram identificadas como responsáveis diretas pelo plantio, incluindo dois irmãos foragidos de Pernambuco e dois primos. No entanto, todos conseguiram fugir no momento da ação, apesar do cerco policial. “As prisões são questão de tempo. Todos já estão qualificados”, afirmou.
As investigações apontam que o grupo utilizava uma estrutura moderna de irrigação, evidenciando um esquema criminoso organizado. Caso a droga chegasse ao mercado, o prejuízo financeiro para o crime seria estimado em mais de R$ 10 milhões, além dos danos sociais.
O delegado Taveira, da Polícia Civil do Maranhão, destacou que o combate ao tráfico segue de forma permanente. “Esse é o resultado de um trabalho contínuo e integrado. Retiramos uma grande quantidade de droga de circulação e avançamos na identificação dos responsáveis. As investigações continuam”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos já identificados serão alvos de representação por prisões preventivas, e as apurações seguem em andamento para a completa desarticulação da organização criminosa.