As investigações sobre o desaparecimento de duas crianças no quilombo São Sebastião dos Pretos, localizado no município de Bacabal, no Maranhão, seguem em andamento e sem a exclusão de qualquer cenário. O caso é tratado como prioridade pelas forças de segurança do Estado, que atuam de forma integrada tanto nas buscas quanto na apuração dos fatos.
De acordo com o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, todas as hipóteses levantadas pela população estão sendo rigorosamente checadas pela Polícia Civil. Segundo ele, por se tratar de uma investigação sensível, detalhes não podem ser divulgados neste momento para não comprometer o trabalho policial.
“Eu não posso adiantar nenhuma investigação. A Polícia Civil segue com uma comissão aqui, composta por cinco delegados, além de vários agentes, investigadores e escrivães, acompanhando diretamente os trabalhos”, afirmou o secretário.
Maurício Martins reforçou que já foi instaurado inquérito policial e que nenhuma linha investigativa está sendo descartada. “Qualquer possibilidade que tenha sido ventilada pela população está sendo verificada. O carroceiro citado é colaborador, e todas as informações que chegam são analisadas, independentemente de divulgação”, explicou.
O secretário destacou ainda que, apesar do trabalho investigativo avançar de forma técnica e reservada, o foco principal das forças de segurança permanece nas buscas. “Nós focamos nas buscas porque entendemos que há mais elementos indicando que essas crianças ainda estejam na região. É uma tese mais robusta a de que elas estejam perdidas”, pontuou.
Para reforçar os trabalhos, a Secretaria de Segurança Pública solicitou o apoio da Marinha do Brasil, que já atua no Rio Mearim com equipamentos e equipes especializadas. A medida visa ampliar o alcance das buscas em áreas de difícil acesso.
“Tudo aquilo que for necessário para encontrarmos essas duas crianças nós vamos trazer e vamos fazer. O nosso objetivo principal é localizar essas crianças”, concluiu o secretário.
As operações seguem mobilizando equipes especializadas, voluntários e órgãos parceiros, enquanto familiares e moradores do quilombo aguardam por respostas e pelo desfecho do caso.