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Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal entram no 17º dia sem pistas concretas
Por Henrique Sampaio
Publicado em 20/01/2026 08:43
Locais

As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, seguem sem avanços no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro e, após 17 dias de operações ininterruptas, ainda não há informações sobre o paradeiro dos irmãos.

Desde o início, uma grande força-tarefa foi mobilizada para atuar na região, considerada de difícil acesso por conta da extensa área de mata e da presença do Rio Mearim, que corta o local onde as crianças foram vistas pela última vez. Atualmente, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre agentes de segurança, militares, bombeiros de diferentes estados e voluntários.

As ações ocorrem de forma integrada, com varreduras terrestres e fluviais. No último fim de semana, a operação ganhou reforço com a participação da Marinha do Brasil, que passou a atuar diretamente no trecho do rio. No domingo (8/1), militares utilizaram equipamentos de sonar para mapear o leito do Rio Mearim em busca de possíveis indícios.

Já na segunda-feira (19/1), equipes do Corpo de Bombeiros ampliaram o raio de atuação e percorreram 180 quilômetros pelo rio, intensificando as buscas fluviais. Em conjunto com a Marinha, mergulhadores especializados do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) foram divididos em grupos e utilizaram duas embarcações para aprofundar a operação: uma seguiu no sentido de Bacabal e a outra navegou em direção ao município de Arari.

De acordo com dados do Governo do Maranhão, as equipes já realizaram varreduras em uma área superior a 3.200 km², sem que, até o momento, tenham sido encontrados vestígios que levem ao paradeiro das crianças.

A definição da área central das buscas teve como base o relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo de Ágatha e Allan. Ele também desapareceu no dia 4 de janeiro, mas foi localizado com vida três dias depois, ajudando as equipes a delimitarem a região onde os irmãos teriam sido vistos pela última vez.

 

As buscas continuam, e as forças de segurança mantêm todos os cenários abertos enquanto seguem os trabalhos na tentativa de localizar as crianças.

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