Após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (12), a Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia investigados por participação em um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos municipais.
A decisão foi confirmada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), sob relatoria da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim. Os parlamentares tiveram a prisão domiciliar convertida em preventiva após descumprirem medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato entre investigados.
Eles foram conduzidos à Delegacia Regional de Santa Helena e serão encaminhados ao Presídio de Pinheiro, onde permanecerão à disposição da Justiça.


Quem são os vereadores presos:
-
Gilmar Carlos Gomes Araújo
-
Mizael Brito Soares
-
José Ribamar Sampaio
-
Nadianne Judith Vieira Reis
-
Sávio Araújo e Araújo
-
Josias Fróes
-
Carla Regina Pereira Chagas
-
Inailce Nogueira Lopes
Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), os investigados seriam integrantes de organização criminosa responsável por desviar R$ 56,3 milhões, principalmente nas áreas da Saúde e Assistência Social.
Entre os crimes apurados estão:
✔ Organização criminosa
✔ Fraude em licitação
✔ Corrupção ativa e passiva
✔ Peculato
✔ Lavagem de dinheiro
O prefeito Paulo Curió é apontado como líder do esquema e está preso desde o fim do ano passado. De acordo com o MP, ele teria estruturado e comandado o suposto esquema utilizando contratos fraudulentos e empresas de fachada.
⚖ O que diz a defesa
Em nota, a defesa classificou as novas prisões como ilegais, afirmando que os vereadores já cumpriam prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Os advogados sustentam que houve interpretação equivocada dos fatos e dizem confiar na reversão da decisão.
Intervenção no município
Diante da crise institucional, o TJ-MA aprovou intervenção estadual no município. O governador Carlos Brandão indicou o defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como interventor por 180 dias, nome aprovado pela Assembleia Legislativa do Maranhão.
A missão é restabelecer a normalidade administrativa, garantir os serviços públicos essenciais e cumprir as decisões judiciais. O interventor deverá apresentar relatório detalhado em até 90 dias.
O caso segue em investigação e continua repercutindo em todo o estado.