As fortes chuvas que atingiram Floriano neste sábado (28) causaram alagamentos em diversos bairros da cidade, deixando moradores ilhados e gerando uma série de ocorrências de emergência. Diante da situação, equipes do 5º Grupamento de Bombeiros Militar (5º GBM) foram mobilizadas para atender múltiplos chamados simultaneamente.
De acordo com o subtenente Borges, o volume de chuva foi concentrado em curto intervalo de tempo, o que provocou o transbordamento de áreas próximas a riachos e a inundação de ruas e residências.
“Foi um volume muito grande de chuva em pouco tempo. Todas as áreas próximas aos riachos inundaram. São muitos bairros atingidos e muitos moradores ilhados em suas casas, pessoas prostradas e com deficiência que não conseguem se locomover”, relatou.


Resgates com macas e embarcações
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram ruas completamente tomadas pela água, tanto na zona urbana quanto na zona rural do município. Com o grande número de pedidos de socorro, o Corpo de Bombeiros priorizou o resgate de idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Segundo o subtenente, as equipes estão retirando moradores das residências com o uso de macas e, em alguns pontos, embarcações são utilizadas para o transporte seguro das vítimas. “A prioridade, neste momento, é retirar as pessoas com segurança e o mais rápido possível das áreas de risco”, destacou.
O plano de contingência do 5º GBM foi acionado e conta com apoio da Polícia Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Defesa Civil. “Estamos fazendo o que é possível, porque é muita coisa ao mesmo tempo”, frisou Borges.
Alerta meteorológico
Na sexta-feira (27), a Defesa Civil Estadual ampliou o alerta meteorológico para municípios do Sul do Piauí, incluindo Floriano. A previsão indicava risco de grande volume de chuva devido à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fenômeno que favorece precipitações intensas e concentradas.
Orientações à população
Mesmo com as residências alagadas, o Corpo de Bombeiros orienta que os moradores evitem sair de casa, a menos que haja risco iminente à vida.
“A rua teoricamente é mais baixa que a casa. Pode ter descarga elétrica, buraco, bueiro aberto, risco de afogamento. Não é para sair de casa nesse momento, só em caso de extrema necessidade e para um ponto mais alto”, alertou o subtenente.
As equipes seguem em atuação contínua enquanto as condições climáticas exigirem atenção redobrada das autoridades e da população.
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