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BACABAL: vítima de agressões pede à polícia soltura do marido preso por violência doméstica
Por Henrique Sampaio
Publicado em 03/05/2026 11:08 • Atualizado 03/05/2026 11:10
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 Um caso registrado em Bacabal evidencia a complexidade do ciclo da violência doméstica e o impacto emocional nas vítimas. Uma mulher, identificada como Eliette, procurou a delegacia em estado de forte abalo emocional para pedir a liberação do marido, preso após denúncias de agressão com base na Lei Maria da Penha.

Segundo relato da própria vítima, o episódio mais recente ocorreu na noite anterior à prisão. Ela contou que o companheiro, identificado como Manuel, teria chegado embriagado e, ao ser chamado para voltar para casa, perdeu o controle e a agrediu. Apesar disso, na delegacia, Eliette demonstrou arrependimento pela denúncia e insistiu no pedido de soltura.

A mulher afirmou que o principal motivo para o pedido é o filho do casal, de apenas um ano de idade. “Nós temos um menino pequeno, queremos criar nosso filho juntos”, declarou. O casal mantém um relacionamento de mais de uma década, o que, segundo especialistas, pode intensificar laços de dependência emocional.

Durante a entrevista, Eliette também revelou que as agressões não foram um caso isolado, mas situações recorrentes ao longo do relacionamento. Ainda assim, disse gostar do marido e se mostrou pressionada por familiares dele a retirar a queixa. “As irmãs dele ficam mandando mensagem para eu soltar ele”, relatou.

Mesmo tendo passado por exame de corpo de delito — que, segundo ela, não apontou lesões graves —, a vítima confirmou que já havia relatado as agressões anteriormente às autoridades. Em casos enquadrados na Lei Maria da Penha, a retirada da queixa nem sempre impede a continuidade do processo, justamente para proteger a vítima de possíveis pressões externas e do ciclo de violência.

O caso chama atenção para um problema recorrente: muitas vítimas, mesmo após denunciar, acabam recuando por medo, dependência emocional, pressão familiar ou preocupação com os filhos. Autoridades reforçam a importância de acompanhamento psicológico e suporte social nesses casos, para garantir a proteção da vítima e a interrupção do ciclo de agressões.

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