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Dono do Banco Master teria repassado R$ 61 milhões para filme sobre Bolsonaro; áudios citam cobranças de Flávio Bolsonaro
Por Henrique Sampaio
Publicado em 13/05/2026 15:59 • Atualizado 13/05/2026 16:12
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Uma reportagem divulgada pelo site Intercept Brasil revelou que o empresário Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico Dark Horse, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a publicação, os recursos teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente.

De acordo com o Intercept, os pagamentos ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, por meio de seis operações financeiras. O valor total negociado para o projeto cinematográfico chegaria a R$ 134 milhões, embora, segundo a reportagem, não existam evidências de que todo o montante tenha sido efetivamente transferido.

A investigação jornalística aponta ainda que parte dos recursos teria sido enviada pela empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a parceiros de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no estado do Texas, nos Estados Unidos. O fundo, segundo a publicação, seria controlado por aliados do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro.

A reportagem também divulgou supostos diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro tratando do andamento do projeto cinematográfico. Em uma conversa atribuída ao senador, ele demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos da produção e com possíveis impactos negativos junto a profissionais renomados do cinema internacional.

Entre os nomes citados estariam o ator Jim Caviezel e o produtor Cyrus Nowrasteh, ligados ao cinema norte-americano.

Segundo o Intercept, uma das conversas ocorreu em novembro de 2025, pouco antes da prisão de Daniel Vorcaro durante a Operação Compliance Zero e da liquidação do Banco Master.

A reportagem também afirma que o deputado federal Mário Frias, ex-secretário especial de Cultura no governo Bolsonaro, teria atuado como intermediador nas negociações, ao lado de Eduardo Bolsonaro, do empresário Thiago Miranda e de Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Vorcaro.

Em outro trecho divulgado, Vorcaro teria determinado prioridade absoluta ao projeto cinematográfico e ordenado a continuidade dos repasses financeiros.

Até o momento da publicação da reportagem, Flávio Bolsonaro e sua assessoria ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre o conteúdo divulgado pelo Intercept Brasil.

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