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Piauí registra 41°C e lidera ranking das maiores temperaturas do Brasil; umidade do ar chega a 12%
Oeiras atingiu a maior temperatura do país nas últimas 24 horas, segundo o INMET. Outras quatro cidades piauienses registraram marcas acima dos 40°C.
Por Henrique Sampaio
Publicado em 15/10/2026 10:37
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O Piauí voltou a registrar temperaturas extremas e ocupou as primeiras posições no ranking nacional de calor nas últimas 24 horas. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o município de Oeiras registrou 41°C, a maior temperatura do Brasil no período monitorado.

Além de Oeiras, outras quatro cidades piauienses ultrapassaram os 40°C, evidenciando a intensidade do calor no interior do estado. Em algumas localidades, a situação é agravada pela baixa umidade relativa do ar, que chegou a apenas 12%.

Veja as cidades mais quentes do Brasil

Conforme o levantamento divulgado, as maiores temperaturas foram registradas nos seguintes municípios do Piauí:

  • Oeiras: 41°C;

  • Piripiri: 40,7°C;

  • Castelo do Piauí: 40,4°C;

  • São João do Piauí: 40,2°C;

  • Picos: 40,1°C.

Na capital, Teresina, os termômetros marcaram 39,7°C, também indicando calor intenso.

Umidade do ar chega a 12%

Além das temperaturas elevadas, os baixos índices de umidade relativa do ar aumentam a preocupação com a saúde da população. Segundo os dados apresentados, Castelo do Piauí e Piripiri registraram umidade de 12%, enquanto Oeiras chegou a 13%.

Essas condições exigem cuidados para evitar desidratação e outros problemas associados ao calor e ao ar seco.

Entre as principais recomendações estão:

  • Beber água frequentemente, mesmo sem sentir sede;

  • Evitar exposição direta ao sol, principalmente entre 10h e 16h;

  • Reduzir atividades físicas intensas nos períodos mais quentes;

  • Utilizar roupas leves e procurar ambientes frescos;

  • Dar atenção especial a crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.

El Niño está entre os fatores de atenção

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico também está no radar dos meteorologistas. De acordo com as informações divulgadas, o indicador semanal da região Niño 3.4 alcançou +2,4°C em outubro de 2026, valor superior às médias mensais citadas para setembro de 2026 e setembro de 1997.

A comparação exige cautela, pois considera períodos de medição diferentes: dados semanais e médias mensais. Além disso, embora o El Niño possa influenciar as condições climáticas em diferentes regiões, a atribuição de episódios específicos de calor ao fenômeno depende de uma análise meteorológica mais ampla.

Com temperaturas acima dos 40°C e umidade relativa do ar próxima de níveis críticos, o cenário reforça a necessidade de atenção às recomendações dos órgãos de meteorologia e de proteção civil.

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