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Caderno com símbolos nazistas e desenhos de bombas é apreendido, e Polícia Civil investiga histórico de adolescente suspeito de matar jovem no MA
Por Henrique Sampaio
Publicado em 03/09/2026 08:40
Locais

A Polícia Civil do Maranhão investiga o histórico do adolescente de 16 anos apreendido como suspeito da morte de Bruna Loiola, de 17 anos, no município de Água Doce do Maranhão. Durante as diligências, os investigadores encontraram um caderno que seria do jovem com símbolos associados ao nazismo, desenhos de artefatos explosivos e anotações com conteúdo de discurso de ódio.

O material foi apreendido e encaminhado para perícia, que deverá analisar o conteúdo e verificar sua possível relação com o caso. Segundo o delegado Tiago Castro, responsável pela investigação, as anotações chamaram a atenção pela gravidade.

“O caderno continha diversas anotações de discurso de ódio. Imagens, desenhos de bombas, referências à suástica — que é o símbolo do nazismo —, dentre outras informações graves que a gente considera”, afirmou o delegado.

Comportamento já teria despertado preocupação

Durante a investigação, a polícia também busca informações sobre o comportamento do adolescente antes do crime.

Relatos obtidos na região apontam que atitudes consideradas incomuns já teriam sido percebidas no ambiente escolar. Uma professora, que preferiu não se identificar, relatou que colegas de turma e funcionários da escola onde o adolescente estudava haviam observado comportamentos considerados preocupantes.

A Polícia Civil deverá apurar se esses relatos possuem relação com o conteúdo encontrado no caderno e se havia outros sinais que pudessem indicar comportamento de risco.

Adolescente foi apreendido

O jovem foi localizado e apreendido por equipes da Polícia Militar e encaminhado à delegacia. Segundo a investigação, ele foi autuado por ato infracional análogo ao crime de feminicídio.

Agora, a Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias da morte de Bruna e verificar, entre outros pontos, se houve premeditação e se o adolescente mantinha contato com grupos ou comunidades extremistas e de disseminação de discurso de ódio na internet.

A investigação continua, e o material apreendido deverá passar por análise técnica para auxiliar na elucidação do caso.

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